O Jardim dos Sonhos

Eu não sei como vai estar meu jardim amanhã
E a não ser que haja um pote de ouro no fim do arco-íris
Ele continuará não existindo

Eu espero que minha macieira dê maçãs
Mas embora eu a regue
Ela continua não fluindo

Se eu ao menos soubesse quando acaba o amanhã
Eu viveria o ontem com menos temores
Poderia fechar os olhos e tentar encontrar as flores
Não me preocuparia com os espinhos nem com os desadores

Eu não quero esperar o pôr do sol para poder o ver nascendo
Nem plantar uma árvore para então a ver crescendo
Se não posso mais mudar o que passou
Quero então dar um grande fim ao meu show

Sonho

É a última apresentação do dia. Ela sorri, acena para O Grande Homem sentado na cadeira enfeitada. Ela gira, fecha os olhos e simplesmente ouve a música e a expressa. É a mais bela dança já vista no universo, ela termina, inclina-se como em agradecimento. Silêncio.
Nada se move, O Grande Homem levanta-se e aponta para a porta de metal (a única porta do Grande Salão) e a bela dançarina arrasta-se para fora.

Um grito.
Passos.

Acordei.

Quando o palco se torna o front de batalha, obedecer já não é mais uma regra.