A senhora S. era uma pessoa estranha, muito feia e irritante, bastante autista, não por opção na maioria das vezes, também agonizante, distante e indesejável. A qualquer lugar que ia era expulsa, ninguém gostava dela, afinal ela não era uma das melhores pessoas, tampouco uma boa pessoa.
A senhora T. é uma pessoa que você não gostará de encontrar por aí, com sua aparência horrenda, parecendo até mesmo um monstro, ela é chata e incompreendida, de uma melancolia que a torna distante, e assim solitária.
Já o senhor A., oh como ele é querido, fofo e até mesmo bobo, diferente à sua maneira, mas de uma felicidade contagiante, sempre muito cuidadoso e delicado, bastante afetivo e carinhoso, gostando de todos, sem nada a reclamar de ninguém, uma pessoa linda, andando sempre arrumadinho, com sua ingenuidade pura, parecendo uma criançinha. Ele é forte, mas nem sempre…
O senhor A. estava por aí, pulando e espalhando felicidade, todo confiante de si, quando encontrou com o senhor M. (uma pessoa horrível, inteligente e persuasiva, palpitava em tudo, e como tinha bons argumentos, sempre conseguia o que queria), este usou seus métodos e convenceu o senhor A. que ele não deveria ser assim, confiante e alegre o tempo todo, dúvidas logo surgiram e é claro, ingênuo como o A. é, sua confiança se transformou em incerteza, e não via-se mais aquela felicidade estampada em seu rosto.
Outrora o nosso querido amigo A. já havia se convencido de que o senhor M. estava certo, encontrava-se agora bêbado, em vez de pular, perambulava caindo aos cantos, não tinha mais a mesma certeza das coisas e não era mais o mesmo.
Depois de um tempo, o senhor A. morreu, sua casa foi vendida para a senhora S., a qual ele conhecera pouco antes de falecer, e a senhora S., com todos seus adjetivos já citados, agora encontrara alguma companhia, dividia o aluguel com a senhora T., que possuía o maior quarto, e como amigas, andavam sempre juntas, abriram um negócio e contrataram o senhor M., fariam com outros o mesmo que o M. fez com o A.